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Inteligência Artificial

Governo anuncia supercomputador no RN e novas ações do plano de IA

Plano Brasileiro de Inteligência Artificial ganha novas ações: supercomputador no Rio Grande do Norte, chips abertos RISC-V e centro de transparência em IA.

Governo anuncia supercomputador no RN e novas ações do plano de IA
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O governo federal anunciou em 20 de agosto de 2026, no Rio Grande do Norte, um novo conjunto de ações do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), com foco em soberania tecnológica. O principal destaque é a aquisição de um supercomputador que será instalado no estado e poderá ser usado por pesquisadores, universidades, empresas, startups e centros de pesquisa de todo o país.

Os pilares do anúncio

Segundo o secretário de Coordenação de Políticas Sociais, Rogério da Veiga, a estratégia se apoia em três eixos: infraestrutura, modelos de IA e dados. A proposta para o supercomputador é começar com capacidade menor e ampliar conforme a demanda.

O pacote também inclui:

  • Chips de arquitetura aberta: investimento em tecnologia RISC-V, padrão aberto de processadores, para reduzir a dependência de tecnologias proprietárias estrangeiras.
  • Centro de Transparência Algorítmica: iniciativa em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para avaliar sistemas de IA quanto a riscos e vieses.
  • Formação de profissionais: ações para ampliar a mão de obra qualificada em inteligência artificial.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Henrique Miguel, apontou a infraestrutura computacional como um dos principais gargalos para o desenvolvimento de IA no Brasil. O governo ressaltou que autonomia tecnológica não significa isolamento, e sim capacidade de desenvolver soluções próprias e negociar parcerias internacionais em melhores condições.

Contexto: um plano de longo prazo

O PBIA foi lançado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em 2024, com previsão de investimentos de R$ 23 bilhões até 2028. O anúncio de agosto representa uma etapa de execução do plano, num momento em que o país também discute o marco legal da IA no Congresso e aprovou incentivos para data centers por meio do Redata.

A estratégia brasileira segue um movimento global: diversos países vêm investindo em capacidade computacional própria e em modelos treinados com dados locais, para não depender integralmente de fornecedores dos Estados Unidos e da China.

O que isso significa para quem vende e empreende na internet

No curto prazo, a maioria dos pequenos negócios continuará usando ferramentas de IA de grandes empresas globais. Mas iniciativas como essa podem abrir oportunidades concretas:

  • Startups e desenvolvedores: acesso a poder computacional público pode baratear testes e treinamento de modelos específicos para o mercado brasileiro.
  • Modelos em português: soluções treinadas com dados nacionais tendem a entender melhor gírias, regionalismos e contexto cultural, algo valioso para atendimento e marketing.
  • Capacitação: programas de formação ampliam a oferta de profissionais e cursos na área.
  • Confiança: centros de avaliação de riscos e vieses podem gerar selos e referências úteis na hora de escolher ferramentas.

O desafio, como em planos anteriores, será transformar anúncios em entregas dentro do prazo. Para empreendedores digitais, vale acompanhar editais e chamadas públicas ligadas ao PBIA, que costumam incluir oportunidades para startups e pequenas empresas de tecnologia.

Fonte: Brasil de Fato

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