Itaú libera assistente de IA ia.i no app e mira toda a base até dezembro
Itaú lança ia.i, assistente conversacional de IA no aplicativo, para 300 mil clientes, com meta de chegar a toda a base até dezembro de 2026.
O Itaú Unibanco começou a liberar em julho de 2026 o ia.i, assistente de inteligência artificial integrado ao aplicativo do banco. A primeira leva contemplou 300 mil clientes, com meta de alcançar 3 milhões de usuários até setembro e toda a base de clientes até dezembro. A proposta é substituir a navegação por menus e botões por uma conversa, por texto ou voz.
O que o assistente faz
Na fase inicial, o ia.i permite consultar saldo, receber recomendações de cartão de crédito, analisar gastos por categoria e fazer transferências via Pix pela conversa. Recomendações de investimento ainda estão em piloto restrito.
Segundo o banco, a ênfase está em aprofundar o relacionamento e o engajamento com o cliente. Os executivos afirmaram que a IA serve para aumentar a produtividade, e não para reduzir quadro de funcionários, e disseram que o uso por voz superou as expectativas iniciais.
Controle de erros
Um dos principais riscos da IA generativa em serviços financeiros são as chamadas alucinações, quando o sistema inventa informações. De acordo com o CTO Carlos Eduardo Mazzei, o assistente conta com camadas de verificação em tempo real para garantir a precisão de dados factuais, como saldos e valores. O banco também decidiu manter separadas, por enquanto, as bases de clientes pessoa física e pessoa jurídica.
Contexto: a corrida da IA nos bancos
O lançamento faz parte de um investimento de R$ 5,4 bilhões do Itaú em tecnologia e acompanha um movimento de todo o setor. Segundo a pesquisa da Febraban, os bancos brasileiros devem investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, dos quais cerca de R$ 3 bilhões em IA, analytics e big data. Assistentes conversacionais e agentes que executam tarefas se tornaram uma das principais apostas da indústria.
O que isso significa para quem vende e empreende na internet
Quando um dos maiores bancos do país coloca milhões de pessoas para resolver a vida financeira conversando com uma IA, o comportamento do consumidor muda. Isso tem reflexos diretos para lojas virtuais, prestadores de serviço e produtores de cursos:
- Expectativa de conversa: clientes vão esperar tirar dúvidas, acompanhar pedidos e resolver problemas conversando, inclusive por voz.
- Precisão acima de tudo: assim como o banco criou camadas de verificação, chatbots de negócios devem puxar preços, prazos e estoque de fontes confiáveis, e não inventar respostas.
- Integração com pagamento: a possibilidade de pagar via Pix dentro da conversa tende a se espalhar para o comércio conversacional no WhatsApp.
- Humano por perto: o discurso de que a IA complementa as pessoas reforça a importância de oferecer atendimento humano em casos complexos.
Para empreendedores digitais, a lição é começar pequeno, com um assistente que resolva bem poucas tarefas, e ampliar conforme a confiança do cliente cresce, exatamente como o banco está fazendo com seu cronograma escalonado.
Fonte: IT Forum
Transforme a notícia em resultado
Quer aplicar isso no seu negócio?
Saber o que mudou é o primeiro passo. O próximo é dominar a prática — com aulas diretas, acesso imediato e garantia.
Edição Animada com Inteligência Artificial no CapCut
Conhecer o curso



