Meta vai acabar com a exclusão de posicionamentos nos anúncios
Meta Ads deve remover a opção de excluir posicionamentos e plataformas das campanhas, entregando a escolha ao sistema automatizado. Veja como se preparar.
A Meta começou a avisar anunciantes de que vai remover a opção de excluir posicionamentos nas campanhas do Meta Ads. Hoje, gestores de tráfego podem impedir que anúncios apareçam em locais específicos, como resultados de busca do Facebook ou anúncios dentro de Reels. Com a mudança, noticiada pelo Social Media Today em 20 de agosto de 2026, essa escolha deixa de existir, e a empresa também vai retirar a possibilidade de excluir plataformas inteiras, como um app específico da Meta. Ainda não há data oficial para a mudança entrar em vigor.
A lógica da Meta: automação total
Segundo a reportagem, o objetivo é ampliar os posicionamentos disponíveis para que o sistema automatizado escolha os locais com melhor resposta para cada anúncio. A decisão está alinhada à visão já expressa por Mark Zuckerberg de um modelo em que o anunciante informa o objetivo e o orçamento, e a IA da empresa cuida de criativos, segmentação e distribuição.
O movimento dá continuidade a uma tendência dos últimos anos, com campanhas Advantage+, públicos amplos e criativos gerados por IA ganhando espaço sobre configurações manuais.
O que muda na prática
- Menos controle sobre onde o anúncio aparece: não será possível, por exemplo, deixar de fora um posicionamento com desempenho ruim no seu nicho.
- Criativos precisam servir para tudo: como o anúncio poderá aparecer em feed, Stories, Reels e outros locais, peças que funcionam em vários formatos ganham importância.
- Segurança de marca: empresas que evitavam certos ambientes por questões de reputação terão menos ferramentas diretas para isso.
Vale lembrar que a automação já vinha mostrando bons resultados para muitos anunciantes, principalmente em contas com volume de dados suficiente para o algoritmo aprender. O desafio maior fica para negócios pequenos, com orçamentos reduzidos, em que um posicionamento de baixo desempenho pode consumir parte relevante da verba antes que o sistema faça ajustes.
O que isso significa para gestores de tráfego e marcas
Para quem trabalha com tráfego pago, a mudança reduz uma alavanca de otimização bastante usada em contas pequenas, em que cada real conta. Algumas medidas ajudam a se preparar:
- Produza criativos em vários formatos: tenha versões verticais, quadradas e horizontais, com legendas e mensagem clara nos primeiros segundos.
- Analise resultados por posicionamento enquanto ainda é possível: entender onde suas conversões acontecem ajuda a ajustar criativos no futuro.
- Foque no que ainda controla: oferta, página de destino, eventos de conversão bem configurados e qualidade dos dados enviados à Meta ganham peso.
- Diversifique canais: anunciantes que precisam de controle granular podem equilibrar o investimento com outras plataformas.
O recado para o mercado é claro: o papel do gestor de tráfego migra da configuração técnica para a estratégia, a criação e a análise. Quem dominar criativos de alto desempenho e mensuração terá vantagem no novo cenário.
Fonte: Social Media Today
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