Internet supera TV e lidera investimento em mídia no 1º semestre, diz Cenp
Cenp-Meios aponta R$ 13,8 bilhões investidos em mídia via agências no 1º semestre de 2026; internet fica com 40,7% e passa a TV. Veja os números.
O investimento em mídia intermediado por agências de publicidade no Brasil somou R$ 13,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo o Painel Cenp-Meios, divulgado em 16 de setembro. O valor representa alta de cerca de 16% sobre o mesmo período de 2025, quando o montante ficou em R$ 11,9 bilhões. O destaque do levantamento é a virada no ranking de meios: a internet passou a liderar, superando por pouco a televisão.
Os números por meio
A internet recebeu R$ 5,62 bilhões, o equivalente a 40,7% do total, com crescimento de 17,1% na comparação anual. A televisão, somando TV aberta e por assinatura, ficou praticamente empatada, com R$ 5,61 bilhões, e avançou 11,3%. Veja a divisão aproximada:
- Internet: R$ 5,62 bilhões (40,7%)
- TV aberta: R$ 4,17 bilhões (30,2%)
- TV por assinatura: R$ 1,44 bilhão (10,4%)
- Mídia exterior (OOH): cerca de R$ 1,86 bilhão (13,4%)
- Rádio: cerca de R$ 470 milhões (3,4%)
- Jornal, revista e cinema: somados, menos de 2% do total
O painel reúne dados de 306 agências e, segundo a entidade, o crescimento das compras de mídia no semestre foi várias vezes superior ao do PIB no período. Vale lembrar que o levantamento mede apenas o que passa por agências; boa parte da verba de pequenas e médias empresas em plataformas como Google e Meta é investida diretamente, sem intermediação, e não aparece nesses números.
Por que a virada importa
Em 2025, a TV ainda era o meio que mais recebia investimentos via agências. A liderança da internet em um semestre que incluiu o início da Copa do Mundo, evento tradicionalmente forte para a televisão, reforça a migração estrutural das verbas para o digital. Ao mesmo tempo, o empate técnico mostra que a TV segue muito relevante para grandes anunciantes, especialmente em campanhas de alcance nacional.
Outro ponto que chama atenção é o bom desempenho da mídia exterior, que já responde por mais de 13% do bolo, impulsionada pela digitalização de painéis e pela possibilidade de compra programática.
O que isso significa para quem anuncia e vende na internet
Para empreendedores e profissionais de marketing, os dados trazem algumas leituras práticas:
- A concorrência no digital tende a aumentar: com mais verba de grandes marcas migrando para a internet, leilões de anúncios podem ficar mais disputados em datas-chave, como Black Friday e Natal;
- Diversificar canais é estratégico: depender de uma única plataforma deixa o negócio vulnerável a aumentos de custo por clique ou por mil impressões;
- Mensuração vira diferencial: quanto maior o investimento no digital, mais importante é ter conversões bem configuradas para provar retorno;
- Integração on e off: o crescimento do OOH mostra que campanhas locais podem combinar mídia física com anúncios segmentados por região.
Para quem trabalha com tráfego pago, o cenário reforça a demanda por profissionais capazes de planejar mídia de forma integrada, entendendo não só as plataformas digitais, mas o papel de cada meio na jornada do consumidor.
Fonte: Poder360
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