E-commerce fatura R$ 125 bilhões no 1º semestre e cresce mais de 24%
Vendas online somaram R$ 125 bilhões de janeiro a junho de 2026, alta de 24,37%, segundo a Abiacom. Entidade projeta mais de R$ 260 bilhões no ano.
O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 125 bilhões no primeiro semestre de 2026, um avanço de 24,37% em relação aos R$ 100,5 bilhões registrados no mesmo período de 2025. Os dados são da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), nova denominação da antiga ABComm, e foram divulgados em agosto. Entre janeiro e junho, o setor processou 242 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 517.
Para o ano completo, a entidade projeta 460,87 milhões de pedidos e faturamento acima de R$ 260 bilhões. O presidente da Abiacom, Fernando Mansano, atribuiu o desempenho a uma mudança de hábito: para ele, "comprar online já faz parte da rotina dos brasileiros".
Crescimento acima do varejo físico
O ritmo do semestre contrasta com o do varejo em geral. As pesquisas do IBGE indicam crescimento de apenas um dígito baixo nas vendas do comércio em 2026, em um ambiente de juros elevados e endividamento das famílias. O fato de o canal digital avançar em ritmo muito superior sugere migração de consumo, e não apenas expansão do bolo total.
Entre os motores apontados pela entidade estão a conveniência, a variedade de produtos e o uso crescente de redes sociais, transmissões ao vivo e parcerias com influenciadores para atrair clientes. A disputa dos grandes marketplaces por entregas mais rápidas e frete grátis também ajudou a ampliar a base de compradores, inclusive no interior.
IA como próxima fronteira
Não por acaso, a associação incorporou a inteligência artificial ao próprio nome. Para o segundo semestre, a Abiacom espera manutenção do ritmo e aponta a personalização da experiência de compra com IA como um dos principais vetores. Isso inclui recomendações de produtos, atendimento automatizado, descrições geradas por modelos de linguagem e ajustes dinâmicos de ofertas.
O que isso significa para quem empreende
Os números reforçam que o digital deixou de ser canal complementar. Para lojistas, marcas e criadores de conteúdo, alguns pontos práticos:
- Tíquete médio de R$ 517 serve de referência para calibrar ofertas, kits e metas de frete grátis.
- Segundo semestre concentra as grandes datas, como Dia do Cliente, Black Friday e Natal. Planejar estoque, campanhas e orçamento de mídia com antecedência é decisivo.
- Social commerce e lives ganham peso na aquisição. Vale testar conteúdo em vídeo curto e parcerias com microinfluenciadores do nicho.
- IA aplicada já é acessível para pequenos negócios: chatbots no WhatsApp, geração de descrições e segmentação de campanhas podem reduzir custo operacional.
- Presença em marketplaces e loja própria podem coexistir. Marketplaces trazem tráfego; o site próprio preserva margem e dados do cliente.
Se a projeção se confirmar, o e-commerce brasileiro terá mais um ano de expansão de dois dígitos. Para quem está começando, a porta de entrada segue aberta, mas a concorrência crescente exige mais técnica em tráfego, conversão e logística.
Fonte: Mundo do Marketing
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