Google Busca cresce 17% e fatura US$ 63,3 bi em meio à era da IA
Alphabet fatura US$ 119,8 bilhões no 2º trimestre de 2026; receita de Busca sobe 17% e Google Cloud dispara 82%. O que os números dizem para SEO e anúncios.
A Alphabet, controladora do Google, divulgou em 22 de julho de 2026 os resultados do segundo trimestre, com receita total de US$ 119,8 bilhões, alta de 24% na comparação anual. O dado mais observado pelo mercado de marketing digital foi o desempenho da busca: a linha Google Search & other faturou US$ 63,3 bilhões, crescimento de 17%, mesmo com a transformação das páginas de resultados pela inteligência artificial.
Os números por área
- Busca e outros: US$ 63,3 bilhões, alta de 17%.
- Anúncios do YouTube: US$ 11,1 bilhões, alta de 13%.
- Assinaturas, plataformas e dispositivos: US$ 12,9 bilhões, alta de 15%.
- Rede do Google (anúncios em sites parceiros): US$ 7,3 bilhões, leve queda.
- Google Cloud: US$ 24,8 bilhões, alta de 82%, com lucro operacional de US$ 8,8 bilhões.
A empresa elevou a previsão de investimentos para 2026 para uma faixa entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões, concentrados em infraestrutura de IA. O CEO Sundar Pichai afirmou que os investimentos em IA estão redefinindo todas as áreas do negócio e citou que o aplicativo Gemini tem cerca de 950 milhões de usuários mensais.
A busca continua dando dinheiro
Desde a chegada dos resumos com IA e do modo de conversa na busca, profissionais de SEO e editores de sites temem perda de cliques. Os números mostram que, para o Google, a monetização segue crescendo. Isso não significa que o tráfego orgânico para sites esteja preservado: mais respostas dentro da própria página de resultados podem reduzir visitas a alguns tipos de conteúdo, enquanto o espaço para anúncios continua valioso. A leve queda da Rede do Google, que paga sites parceiros pela exibição de anúncios, é outro sinal de atenção para quem monetiza conteúdo com AdSense.
O resultado também saiu em meio às disputas antitruste que o Google enfrenta nos EUA, nos processos sobre busca e sobre tecnologia de anúncios, que podem mudar regras de acordos de distribuição e do mercado de publicidade programática nos próximos anos.
O que isso significa para quem empreende na internet
- SEO mudou, não morreu: conteúdo com experiência real, dados próprios e opinião especializada tende a ser mais citado por respostas de IA e mais clicado.
- Intenção comercial: buscas de compra e comparação continuam gerando cliques e conversões; priorize páginas de produto, categorias e comparativos bem feitos.
- Google Ads segue central: o crescimento da receita de busca indica leilões disputados. Estruture bem palavras-chave negativas, conversões e páginas de destino.
- YouTube como canal: anúncios e conteúdo em vídeo continuam crescendo e são porta de entrada importante para cursos e produtos digitais.
- Diversifique a monetização: quem depende de AdSense deve considerar afiliados, produtos próprios e newsletter.
Este texto tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.
Fonte: Alphabet (SEC)
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