Receita da Busca do Google cresce 17% no 2º trimestre mesmo com avanço da IA
Google Search faturou US$ 63,3 bilhões no 2º trimestre de 2026, alta de 17%, e YouTube Ads subiu 13%. Entenda o que o balanço diz sobre busca e IA.
A Alphabet, controladora do Google, informou em 22 de julho de 2026 que a receita de Google Search e outros chegou a US$ 63,3 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado mostra que, ao menos por enquanto, a transformação da busca com recursos de inteligência artificial não reduziu a receita publicitária do Google. Pelo contrário, ela acelerou.
Os principais números
- Receita total da Alphabet: US$ 119,8 bilhões, alta de 24%;
- Google Search e outros: US$ 63,3 bilhões, alta de 17%;
- Anúncios do YouTube: US$ 11,1 bilhões, alta de 13%;
- Rede do Google (anúncios em sites parceiros): US$ 7,3 bilhões, praticamente estável, com leve queda;
- Publicidade total do Google: US$ 81,6 bilhões;
- Google Cloud: US$ 24,8 bilhões, alta de 82%.
IA puxando buscas
No comunicado, o CEO Sundar Pichai atribuiu o crescimento das consultas à popularidade dos recursos de IA na busca e destacou a expansão do Gemini, que chegou a 950 milhões de usuários mensais no aplicativo. Segundo a empresa, o avanço da receita de busca veio de mais consultas, maior investimento dos anunciantes e melhorias nos formatos e na entrega dos anúncios.
Os gastos de capital também chamam a atenção: foram US$ 44,9 bilhões apenas no trimestre, reflexo da corrida por infraestrutura de IA, que sustenta tanto a nuvem quanto os novos recursos da busca.
No YouTube, o crescimento foi puxado principalmente por anúncios de resposta direta, aqueles voltados a gerar ações como cliques e vendas, seguidos por anúncios de marca.
O contraste com os sites
Um dado merece atenção: enquanto a busca cresce, a receita da Rede do Google, que remunera sites e aplicativos parceiros, ficou estável. O número dialoga com as queixas de publishers sobre perda de tráfego com AI Overviews e AI Mode. O Google tem testado respostas para essa tensão, como relatórios de IA no Search Console e um piloto de pagamento a sites.
O que isso significa para quem anuncia e produz conteúdo
- Busca paga continua central: o crescimento de dois dígitos mostra que anunciantes seguem encontrando retorno no Google. Quem vende online não deve abandonar campanhas de Pesquisa;
- Prepare-se para mais automação: a monetização das experiências de IA passa por produtos como AI Max e Performance Max, e dominar essas campanhas virou competência essencial;
- YouTube como canal de performance: o peso dos anúncios de resposta direta indica que vídeo não serve só para marca. Pequenos negócios podem testar campanhas de conversão com vídeos curtos;
- Para quem vive de AdSense e tráfego orgânico: diversificar receitas e canais de audiência é cada vez mais urgente.
O balanço reforça que o Google está conseguindo transformar a busca com IA em negócio. Para profissionais de marketing, a mensagem é clara: a busca muda de cara, mas continua sendo um dos lugares onde o consumidor declara o que quer comprar.
Fonte: Alphabet (SEC)
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