Google testa anúncios de correspondência exata e de frase no AI Mode
Google confirmou em 4 de setembro um pequeno teste que permite a palavras-chave exatas e de frase exibirem anúncios de texto no AI Mode. Entenda o impacto.
O Google confirmou, em 4 de setembro de 2026, que está testando a exibição de anúncios de texto no AI Mode para campanhas de Pesquisa tradicionais que usam palavras-chave de correspondência exata e de frase. A informação foi dada pela representante de anúncios do Google, Ginny Marvin, depois que profissionais de mídia paga notaram o comportamento em contas de clientes. Segundo ela, trata-se de um experimento pequeno, iniciado recentemente.
Por que o teste é relevante
Até aqui, o caminho para aparecer no AI Mode, a experiência de busca conversacional do Google, passava quase exclusivamente por produtos automatizados: AI Max for Search, Performance Max, correspondência ampla com lances inteligentes, anúncios dinâmicos de pesquisa e campanhas de Shopping. Ou seja, quem preferia estruturas de palavras-chave mais controladas ficava de fora desse espaço.
O teste sinaliza que o Google pode abrir uma porta para anunciantes que valorizam controle. O AI Mode já superou a marca de 1 bilhão de usuários mensais, segundo dados divulgados pela empresa, o que o torna um inventário cada vez mais relevante.
As limitações do experimento
O próprio Google impôs condições. As palavras-chave exatas e de frase só podem acionar anúncios quando o sistema identifica intenção do usuário explícita e direta, critério que a empresa não detalhou. Também não foram informados países participantes, duração do teste, percentual de contas envolvidas ou métricas de desempenho.
Outros pontos importantes:
- O acesso vale apenas para anúncios de texto; formatos mais novos criados para as experiências de IA continuam restritos aos produtos automatizados;
- Não há, por enquanto, separação nos relatórios entre o que foi entregue no AI Mode e na busca tradicional;
- Não existe opção para o anunciante desativar a participação.
Contexto: a migração para o AI Max
O experimento coincide com a migração automática de campanhas com correspondência ampla no nível da campanha e recursos criados automaticamente para o AI Max, que começou em 1º de setembro. A leitura de parte do mercado é que o Google está testando diferentes formas de monetizar as respostas geradas por IA sem afastar anunciantes mais conservadores.
O que isso significa para quem anuncia
Para gestores de tráfego e pequenos anunciantes, a mudança ainda é experimental, mas vale se preparar:
- Revise a relevância dos anúncios: em uma resposta conversacional, textos genéricos tendem a performar pior. Títulos que respondem diretamente à dúvida do usuário ganham importância;
- Observe variações inesperadas em impressões e CTR de campanhas exatas e de frase, que podem indicar participação no teste;
- Cuide das páginas de destino: quem chega por uma conversa com IA geralmente já tem uma pergunta específica e espera encontrar a resposta rapidamente;
- Não abandone estruturas controladas por pressão da automação: o teste mostra que o Google ainda enxerga valor nelas.
Se o experimento for ampliado, a busca por IA deixará de ser território exclusivo das campanhas mais automatizadas, o que pode equilibrar custos e dar mais opções a quem trabalha com orçamentos menores.
Fonte: PPC Land
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