Meta fatura US$ 59,4 bi com anúncios no 2º tri; preço por anúncio sobe 12%
Receita de anúncios da Meta cresceu 27% no 2º trimestre de 2026, com alta de 14% nas impressões e de 12% no preço médio por anúncio. Veja o impacto.
A Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, divulgou em 29 de julho de 2026 os resultados do segundo trimestre, com receita total de US$ 60,8 bilhões, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2025. Quase tudo veio da publicidade: a receita de anúncios somou US$ 59,36 bilhões, crescimento de 27%. Os números mostram um mercado aquecido e ajudam a explicar o que anunciantes têm sentido no bolso.
Mais anúncios e anúncios mais caros
Dois indicadores chamam a atenção de quem compra mídia nas plataformas da Meta:
- Impressões de anúncios: alta de 14% na comparação anual, somando todos os aplicativos da empresa;
- Preço médio por anúncio: aumento de 12% no mesmo período.
Na prática, a Meta está exibindo mais anúncios e, ao mesmo tempo, cobrando mais por eles. O crescimento do preço médio indica maior disputa nos leilões, impulsionada pela demanda de anunciantes. A empresa atribui parte do bom momento aos sistemas de IA que distribuem e otimizam os anúncios.
Escala e investimento em IA
A família de aplicativos da Meta teve, em média, 3,6 bilhões de pessoas ativas por dia em junho de 2026, alta de 3%. Para o terceiro trimestre, a companhia projetou receita entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões. A empresa também manteve investimentos pesados em infraestrutura, com previsão de gastos de capital entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, grande parte ligada à inteligência artificial.
O fundador e CEO Mark Zuckerberg afirmou que a IA está acelerando o negócio principal da empresa, em referência à publicidade, e que os resultados já aparecem.
Por que isso importa para o anunciante brasileiro
Os números são globais, mas a lógica do leilão vale em todos os mercados. Quando o preço médio por anúncio sobe dois dígitos, pequenos anunciantes tendem a sentir o CPM e o custo por resultado mais altos, sobretudo em períodos de alta concorrência. Ao mesmo tempo, a Meta argumenta que a IA melhora a conversão, o que pode compensar parte do aumento de custo para quem tem boas campanhas.
O que isso significa para quem anuncia
- Criativo é a principal alavanca de eficiência: com a entrega cada vez mais automatizada, variar formatos, ganchos e mensagens ajuda o algoritmo a encontrar públicos mais baratos;
- Mensuração bem feita é obrigatória: pixel e API de Conversões configurados corretamente dão à IA os sinais necessários para otimizar;
- Planeje as datas sazonais com antecedência: Black Friday e fim de ano concentram disputa e custos mais altos. Aquecer públicos antes pode reduzir o custo na reta final;
- Olhe para o custo por venda, não só o CPM: anúncios mais caros podem valer a pena se a taxa de conversão acompanhar;
- Diversifique: combinar Meta com Google, TikTok e canais próprios reduz a exposição à alta de preços de uma única plataforma.
O balanço reforça que a Meta segue como uma das maiores vitrines de mídia paga do mundo, mas também que ela está ficando mais disputada. Para pequenos negócios, eficiência e estratégia contam cada vez mais do que simplesmente aumentar o orçamento.
Fonte: Meta (PR Newswire)
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